Sunday, August 3, 2008

no meu país

No meu país não há verdadeiros nefelibatas. A sociedade tem efectivos e seculares paradigmas de ostracismo, passivo mas vivamente sentido por quem arrisca o diferente. Poucos têm a espinha suficientemente vertical para deixar o conforto da inútil conversa nas tertúlias de amigos ou de café. A comodidade do casulo onde habitam e arriscar a instável variável feita de desconhecido movimento que os pode conduzir ao inferno do anonimato. Deixam-se inundar pelas mais libertárias ideias, que se evolam como vapor ao luar e continuam a caminhar no medo da perda de estatuto como quem pisa algodão-em-rama armadilhado.

Atiram frases longas com palavras que quase ninguém entende e fingem manter-se erectos quando a real posição é de quatro ou…rastejante.

participação no 5º Jogo das 12 palavras do Eremitério
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Monday, April 23, 2007

tenho vagas memórias…

.…mas são memórias de alegria, compartilhamento e confiança, que sentia nos adultos que me rodeavam.

Dos conhecidos e desconhecidos.

Foi um tempo em que todos pareciam ser conhecidos e, mais…. AMIGOS!

Lembro-me de andar nas ruas com meus pais, encavalitado no pescoço deles, pernas pendentes à frente, braços à volta do pescoço, condição para que me não pusessem no chão.

E lá do alto via tudo e todos tão bem…

Foi a festa que iluminou o país e os portugueses. O 25 de Abril de 1974.

Onde paira agora a leveza que sentia nos adultos, a alegria, a confiança…?… e até uma fraterna delicadeza…?

Coisas que na altura não sabia nomear ou classificar com estas pelavras, mas que se marcaram em mim, pelo sentir.

Na pele por osmose…
Até à alma!
 
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P.S - P.f vejam o rubro cravo com os olhos das portas que ABRIL abriu e de todas as que queremos e urge abrir, pois o blog insiste em não colocar o dito.

 

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Sunday, March 18, 2007

A Profecia Celestina

Outro dia, em consequência de uma conversa com amigos, ofereceram-me um livro que estou  a ler.

Exactamente o que dá o título a este pequeno texto da autoria de James Redfield.

Não sei muito bem o que pensar, porque nisto de profecias sou um bocado como S. Tome: ver para crer e como até hoje nada vi….

Mas deixo-vos com um excerto:

«O nosso despertar espiritual representa a criação de uma mundivivência mais completa, que vem substituir quinhentos anos de preocupação com a sobrevivência secular e o conforto. Embora essa preocupação com o progresso tecnológico tenha sido um passo importante, o nosso despertar para as coincidências da vida está  a abrir-nos para a finalidade da vida humana neste planeta e para a antureza real do nosso universo.(….)» 

Se penso e creio que há um sentido na vida e que o devemos pensar e repensar no colectivo, planeta incluído, a leitura não é desagradável.

Acontece  que, ao olhar ao meu redor, vejo e encontro muitas pessoas preocupadas com estas matérias e leituras, mas, na prática, o mundo está muito cão.

Ia dizer “MAIS” mas a nossa avaliação temporal é sempre excessivamente falível.

Diz tu de tua justiça.

 

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Friday, February 9, 2007

e digo só

Pela dignidade VOTA SIM
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Monday, January 22, 2007

Sentados nos degraus - resposta a um desafio

Ao passar por aqui

Vi um repto lançado aos passantes:

« Desafio a quem por aqui passa , a escrever um conto ou um poema, com as seguintes palavras:
FORMAS, DEGRAUS, ÁGUA, ESPELHO, SEXO, MORTE, PELE, ECO, RETALHOS, AUDÁCIA, TELA, NEGRUME, CAFÉ, GESTOS, NORTE, VOZ, VIDA, PEDRA, SENTIDOS.
Enviar para:

tozribeiro@gmail.com»

Esta a minha resposta ao desafio :

Sentados nos degraus deixámos a água da chuva encharcar-nos.

No negrume da noite a água que escorria empoçava na pedra gasta da escadaria, semelhando tela, ou espelho, onde a vida se reflectia.

Tudo nela passava formas – corpos em movimento – seus gestos de proximidade e ternura, breves retalhos de expressões dos sentidos e quando, na água empoçada, uma vibração corria, sabíamos corresponder ao eco da inicial emoção na pele.

Resposta à voz amada, ao prazer do sexo, ao temor da vida ou da morte.

Os nossos corpos molhados aproximaram-se mais buscando o calor que deles fugia com a água que por eles escorria.

E eis que mais uma vez me surpreendes, da mochila tiraste pequeno termos e um gole de café quente aqueceu-nos até à alma.

Só nos faltava o derradeiro golpe de asa.

A audácia de seguir sempre o rumo buscando, da vida o sentido,o norte.


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Thursday, December 28, 2006

de mim ando perdido


Sinto que ando perdido de mim.

Não estou triste.

Muito menos deprimido…

A vida corre normal.

Os altos e baixos são os costumeiros que em todas as vidas existem.

É um sentir mais profundo. Muito profundo.

Como se houvesse algo por cumprir.

Um objectivo maior que não descortino e logo, de mim, o ser faz andar perdido.

Vou continuar a procurar.

Ou, talvez seja melhor deixar de procurar.

Deixar o silêncio fazer-se em minha alma e assim a possa ouvir.

Que assim seja.

Comigo e convosco, em 2007.

Oxalá.


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Saturday, October 14, 2006

agora que estão desertas é que as caminho

As praias.

Ando a Sul, na Costa Vicentina.

Inebrio-me com os odores: a salinidade; o perfume almiscarado e doce da vegetação das dunas….

 
 A
gora as praias estão desertas de banhistas. Mas tão cheias.

          O som. Em primeiro lugar, o som.

          O som do silêncio que de repente se enche com o bramido do mar….

          ou com um grito, leve e feliz, que se solta da minha garganta, se ergue em vôo, e nele fica a pairar.

 

    De manhãzinha, as gaivotas.

    Bandos e bandos enchendo os areais.

    Depois do voo da partida, as pegadas.

   Claras e nítidas umas, sobrepostas outras….e, lá no alto, juntando-se ao meu, que por ali plana, ecoa o grito que lançam e projectam no mundo saudando o dia – talvez também em protesto contra o meu aparecimento.

 
       Na areia as águas esculpem formas, deixam rastos.

          Vou continuar a deambular por estas bandas e encher-me de paz e de azuis.

 

                                                         Até já. Vou ali falar com aquele pescador….

 

 

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Monday, July 17, 2006

O nada, ou o tudo?

o nada, ou o tudo?

tanto faz!

pois num dado momento,

no exacto momento,

serão, sempre e só,

uma e a mesma coisa.

sendo ambos absolutos

TUDO! NADA!

Confluem

na unidade

e a unidade, como a palavra diz,

é una.

Logo, é indiferente se é tudo, ou…nada.

São a mesma coisa

vista de perspectivas,

momentos históricos ou humanos

diferentes.

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Monday, May 29, 2006

Momento musical

 
Descontrai-te.
Aprecia este momento de animação msical e descontrai… 
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Thursday, May 25, 2006

Posted by dark in 09:27:58 | Permalink | Comments (8)