agora que estão desertas é que as caminho
As praias.
Ando a Sul, na Costa Vicentina.
Inebrio-me com os odores: a salinidade; o perfume almiscarado e doce da vegetação das dunas….
Agora as praias estão desertas de banhistas. Mas tão cheias.
O som. Em primeiro lugar, o som.
O som do silêncio que de repente se enche com o bramido do mar….
ou com um grito, leve e feliz, que se solta da minha garganta, se ergue em vôo, e nele fica a pairar.
De manhãzinha, as gaivotas.
Bandos e bandos enchendo os areais.
Depois do voo da partida, as pegadas.
Claras e nítidas umas, sobrepostas outras….e, lá no alto, juntando-se ao meu, que por ali plana, ecoa o grito que lançam e projectam no mundo saudando o dia – talvez também em protesto contra o meu aparecimento.
Na areia as águas esculpem formas, deixam rastos.
Vou continuar a deambular por estas bandas e encher-me de paz e de azuis.
Até já. Vou ali falar com aquele pescador….