Saturday, October 14, 2006

agora que estão desertas é que as caminho

As praias.

Ando a Sul, na Costa Vicentina.

Inebrio-me com os odores: a salinidade; o perfume almiscarado e doce da vegetação das dunas….

 
 A
gora as praias estão desertas de banhistas. Mas tão cheias.

          O som. Em primeiro lugar, o som.

          O som do silêncio que de repente se enche com o bramido do mar….

          ou com um grito, leve e feliz, que se solta da minha garganta, se ergue em vôo, e nele fica a pairar.

 

    De manhãzinha, as gaivotas.

    Bandos e bandos enchendo os areais.

    Depois do voo da partida, as pegadas.

   Claras e nítidas umas, sobrepostas outras….e, lá no alto, juntando-se ao meu, que por ali plana, ecoa o grito que lançam e projectam no mundo saudando o dia – talvez também em protesto contra o meu aparecimento.

 
       Na areia as águas esculpem formas, deixam rastos.

          Vou continuar a deambular por estas bandas e encher-me de paz e de azuis.

 

                                                         Até já. Vou ali falar com aquele pescador….

 

 

Posted by dark at 10:30:47 | Permalink | Comments (10)