no meu país
No meu país não há verdadeiros nefelibatas. A sociedade tem efectivos e seculares paradigmas de ostracismo, passivo mas vivamente sentido por quem arrisca o diferente. Poucos têm a espinha suficientemente vertical para deixar o conforto da inútil conversa nas tertúlias de amigos ou de café. A comodidade do casulo onde habitam e arriscar a instável variável feita de desconhecido movimento que os pode conduzir ao inferno do anonimato. Deixam-se inundar pelas mais libertárias ideias, que se evolam como vapor ao luar e continuam a caminhar no medo da perda de estatuto como quem pisa algodão-em-rama armadilhado.
Atiram frases longas com palavras que quase ninguém entende e fingem manter-se erectos quando a real posição é de quatro ou…rastejante.
participação no 5º Jogo das 12 palavras do Eremitério